Douglas Bravo

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Douglas Bravo

Douglas Bravo, um dos personagens do livro-reportagem Os Últimos Guerrilheiros, é considerado o guerrilheiro mais famoso da Venezuela. Sua luta nos movimentos de esquerda começa em 1946, quando ele tinha apenas 12 anos e ingressa no Partido Comunista da Venezuela (PCV).

Em 1962, ele integra as Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN), criado pelo PCV como braço armado da Frente de Libertação Nacional (FLN).

No início da década de 1960, surgem vários grupos guerrilheiros no país, descontentes com os rumos seguidos pelo presidente Rómulo Betancourt. Político de esquerda, Betancourt se afasta dos ideais socialistas, adere à Aliança para o Progresso e passa a enfrentar forte oposição de grupos armados.

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Douglas Bravo nas selvas venezuelanas

Uma divisão no PCV resulta no rompimento com o líder cubano Fidel Castro e na expulsão de Douglas Bravo da organização. Em declarações públicas, Fidel refere-se ao venezuelano como “um autêntico combatente comunista”. Com alguns companheiros, Bravo cria o Partido da Revolução Venezuelana (PRV) e assume o comando das FALN.

Em 1973, o presidente Rafael Caldera praticamente elimina os grupos guerrilheiros na Venezuela. Três anos depois, já no governo de Carlos Andrés Pérez, as guerrilhas ressurgem por questões ideológicas. No centro das discussões estão as divergências em torno da distribuição dos lucros do petróleo.

Dois anos depois, Bravo retira-se da luta armada. Viaja a Paris para tratamento de saúde e só retorna ao país em 1977. Em 79, ele e outros guerrilheiros recebem indulto do governo. As atividades do PRV, no entanto, continuam.

Um dos grandes feitos de Bravo e seu partido foi infiltrar elementos nas Forças Armadas da Venezuela. Esses agentes atraíram militares para a causa guerrilheira. O mais famoso deles foi o então coronel Hugo Chávez, futuro presidente do país. Foi pelo PRV que Chávez, ao lado de Bravo, participou dos golpes de Estado frustrados de 4 de fevereiro e de 27 de novembro de 1992. Os dois foram presos e indultados no ano seguinte.

Desde o primeiro governo Chávez, em 1999, adotou uma postura crítica e de oposição ao ex-pupilo. Bravo chegou a acusar Chávez de neoliberal e burguês. Atualmente, o ex-guerrilheiro dirige o movimento Terceiro Caminho, uma evolução do PRV-FALN.

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