Loyola Guzmán

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Loyola Guzmán

Loyola Guzmán tinha 21 anos quando conheceu Che Guevara. Era janeiro de 1967, na região de Ñancahuazú. O contato com o revolucionário argentino foi decisivo para Loyola continuar na luta armada. A luta armada, afirmava Che, era o verdadeiro caminho para se construir uma sociedade diferente, e não as eleições. O discurso do líder da revolução cubana tinha um apelo enorme junto ao grupo de jovens guerrilheiros. Embarcaram todos na jornada que terminaria no dia 8 de outubro do mesmo ano, quando Che foi capturado e assassinado por forças do exército boliviano e da CIA.

Quando encontrou Che na selva, Loyola integrava o Partido Comunista Boliviano. Apesar de ele estar disfarçado e insistir em ser chamado Ramón, ela sabia quem ele era. Depois de um encontro estratégico na região usada pela guerrilha, Loyola recebe ordens de voltar a La Paz com a missão de levantar recursos para financiar o movimento e recrutar militantes.

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Che Guevara e Loyola Guzmán na selva boliviana.

Loyola e seu grupo na capital fariam contato com Che Guevara por meio de um mensageiro, e não fariam qualquer operação militar sem ordens diretas dele. O mensageiro, no entanto, foi preso e o grupo perdeu contato com Che.

Logo depois Loyola foi capturada e tentou se jogar por uma janela durante um interrogatório. Torturada, foi condenada por apoiar a guerrilha. Ela soube da morte de Che na prisão. Libertada, Loyola passou a atuar na defesa dos Direitos Humanos e até hoje participa ativamente da vida política da Bolívia.

Loyola Guzmán, de 73 anos, é uma das personagens do livro-reportagem Os Últimos Guerrilheiros. Estarei com ela em La Paz a partir de 14 de agosto.

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